Na EBAC descobri um ilustrador dentro de mim

Depois de estudar artes visuais na escola do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e cursar cinema na PUC-RJ, o artista visual Christina Bittencourt, de 29 anos, percebeu que queria experimentar a vida artística de São Paulo, onde via um mercado mais dinâmico e a arte mais valorizada.

A mudança aconteceu há três anos e abriu o leque artístico de Bittencourt e também o lado empreendedor. Há cinco meses ele divide um ateliê na Vila Madalena com o artista Rafael Suriani, nome conhecido da street art (um de seus principais trabalhos foi pintar murais em Paris com imagens de até três metros de drag queens brasileiras).

“Fico feliz de ter nascido num momento em que não há fronteiras na arte. A fotografia tem liberdade de ter haikais, as artes plásticas não precisam estar presas em uma galeria, enfim, o artista pode transitar em diferentes linguagens. Mesmo tendo prazer em pintar, sempre me encontrei mais no imediatismo e na força que a fotografia possui, mesmo sabendo que uma arte não anula a outra”, conta ele.

O curso de ilustração da EBAC foi uma forma de ampliar o repertório artístico. Ele faz parte da primeira turma do curso, que se formou no primeiro semestre de 2018. “Quando conheci a EBAC, encontrei uma escola bem estruturada e com professores muito capazes. Foi uma experiência que me deixou mais profissional. Descobri que existe um pequeno ilustrador dentro de mim e aprendi a confiar mais em mim mesmo depois de entregar o livro final do curso do Rico Lins”, conta ele.

O curso também deu algumas noções de como administrar o trabalho artístico. “Acho que fiquei mais consciente, mesmo às vezes tendo dificuldade de precificar meus trabalhos. Mas acho que é uma questão para todo artista no início da carreira. Hoje eu tenho o pequeno luxo de atuar apenas no meu ateliê, onde apresento meu trabalho e o processo dele, o que ajuda na hora da venda”.

No ateliê, Suriani atua mais com street art. O processo de Bittencourt depende da dinâmica. Há dias que a criação flui dentro do ateliê e em outros é preciso buscar referências fora daquele espaço. Um hábito que ele mantém é de toda a quinta-feira visitar o ateliê da artista plástica e escultora Silvia Mecozzi, sua mentora profissional. “Lá eu tenho contato com outros artistas de diferentes linguagens, algo que sempre enriquece e estimula”.

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Saiba mais sobre os cursos da EBAC com turmas para Agosto de 2018:

British Higher Education
Design Gráfico
Criação e Design: Fundamentos
Técnicas de Desenho e Ilustração