Das redes sociais para trabalhos manuais: a reviravolta na vida de Roberta Yamamoto

A música sempre teve grande influência na arte da designer Roberta Yamamoto, que concluiu o curso de especialização em Design Gráfico na EBAC há um ano. Por isso, ela pirou quando, ainda adolescente, descobriu que todos os integrantes de sua banda favorita na época, o Linkin Park, também eram designers e ilustradores.

Influenciada pela avó, que pintava, a garota de ascendência oriental do Jabaquara adorava rascunhar depois das aulas. E escrever. “Sempre tinha um caderninho perto de mim”, conta. Ela gostava de muitas coisas. Foi então que decidiu pela graduação em Publicidade na Escola de Comunicação e Artes da USP, a ECA. Na universidade, foi contratada como estagiária em uma agência e, nesse meio tempo, foi conhecendo pessoas e áreas.

Roberta atuou na agência durante cinco anos, num ritmo acelerado, com um dia a dia bem corrido entre criação de campanhas e estratégia de redes sociais - tudo no computador. No entanto, Roberta queria explorar mais o seu lado artístico e se dedicar à parte mais visual da criação - afinal, o seu TCC tinha justamente sido um redesenho de marca, algo totalmente relacionado com o design. Formou-se em 2016 e pensou: “quero fazer um curso”.

Para colocar em prática seu plano, Roberta começou a pesquisar escolas e trabalhos de ex-alunos. Àquela altura, a EBAC, que tinha acabado de inaugurar, ainda não possuía um portfólio de alunos. Mas ela gostou da grade curricular e viu que a escola contava com nomes de grandes profissionais no corpo docente. Ela também achou a parte visual do site bem bacana. “Vou arriscar”, decidiu.

“Eu procurava algo não muito comercial, pois eu queria expandir minha parte artística”, lembra. Assim, aos poucos, na EBAC Roberta foi soltando a mão. Fazendo desenhos. Ilustrações. Colagens. Trabalhos manuais. “Com o desenho cego, aprendi a não ficar muito presa, não olhar para o papel, e depois ver o resultado, sem medo de rascunhar”, fala.

O trabalho final de Roberta na EBAC foi a criação de uma fonte que lembrasse constelações. “Levei isso pro tátil e criei frases com linhas de costura, alfinetes e strass”, conta. Nesse processo, os feedbacks dos professores da EBAC e dos colegas foram sempre fundamentais. “Eu entregava o trabalho e via que sempre dava pra melhorar. Nos slides de apresentação, todo mundo se sentava junto e conversava, comentando o trabalho um do outro, e se ajudando”, lembra.
Trabalhos de Roberta desenvolvido no curso: Flaneur
Roberta também conseguiu se reposicionar profissionalmente. Ela já seguia vários estúdios de design no Instagram até que apareceu uma vaga no estúdio Foresti Design, do conceituado designer Eduardo Foresti, que então era professor da EBAC. A vaga foi pra ela. “O estúdio é focado em identidade visual, acabei indo para a área de design e isso está sendo bem rico”.

Segundo Roberta, no design há uma preocupação muito maior com o que usar e o trabalho é muito mais detalhado. Ela também está descobrindo que, além de escolher a tipografia e a paleta de cor, é possível usar muitos recursos manuais no desenvolvimento de identidade visuais. “No estúdio, eles já desenvolveram projetos com uso de carimbos, folhas, colagens…”, cita. “Atualizar o logo e criar uma identidade pra um cliente é uma responsabilidade enorme, a gente ajuda a crescer e expandir o negócio”, explica.


Os cursos de especialização da EBAC são desenvolvidos para quem deseja dar um up na carreira ou mudar totalmente de ares. Saiba mais:

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